quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A minha experiência com o SNS

Factos:
- Quando há pouco mais de 5 anos alterei a minha residência e me inscrevi no Centro de Saúde a que pertenço actualmente, havia cerca de 3000 utentes sem médico de família, hoje há cerca de 7000 (de acordo com informações da fincionária da secretaria);
- Na gravidez do Henrique fui exclusivamente seguida no privado. Quando o médico me passou um atestado para ficar em casa, nos últimos 10 dias de gravidez, tive que enfrentar o caos que é ser doente sem médico e precisar de uma baixa para apresentar na Segurança Social.
- Todas as caras tortas que enfrentei na altura e todos os comentários do género "não são cá seguidas e depois vêm cá pedir as baixas" ou "eu não sou obrigada a passar baixa a uma doente que não acompanho", levaram-me a fazer a promessa de que, numa próxima gravidez, seria lá acompanhada desde a primeira consulta.
- Quando soube que estava grávida da Luísa, dirigi-me logo ao Centro de Saúde e foi-me marcada a primeira consulta para a médica que atende doentes sem médico para dali a quase 3 meses (tinha 13 semanas de gravidez).
- Tudo correu muito bem (uma consulta por mês sem atrasos, a médica fantástica, super atenciosa...) até a médica ter tido a infelicidade de partir o pé durante as suas férias em Julho.
- A minha última consulta foi no dia 2 de Agosto: fui atendida por outra médica que estava a fazer o favor de ver as análises das pacientes da colega que estava de baixa.
- Desde então não tive mais consultas, ninguém me sabe dizer quando ou se vou voltar a ser vista antes do final da gravidez porque não há médicos disponíveis; pedem-me para ligar a pedir informações, mas depois nunca têm informações novas.
Conclusão: Se não estivesse também a ser seguida no privado, estava em maus lençóis porque completo hoje 34 semanas de gravidez, sei que devo ser reencaminhada para a MAC a partir da semana 36/ 37 e não tenho a mínima ideia de quando vou voltar a ser vista por um médico daquele centro de saúde.
Eu digo que é deste tipo de incentivo à natalidade que nós precisamos, um SNS capaz de garantir uma boa assistência às grávidas.

Pedido

Alguém tem a lista de coisas a levar na mala (para a mãe e bebé) do Hospital dos Lusíadas? Ainda não sei se vou ter a menina lá ou na MAC (se a "coisa" evoluir normalmente, como do Henrique, vou para a MAC, se tiver que ser induzido, vou ter com o meu médico aos Lusíadas), mas gostava de estar preparada para as duas situações.

Este blog está meio parado ou neste momento não me apetece mostrar o que sinto a toda a gente

Fico triste por ver que esta gravidez não está a ser tão registada como a do Henrique e que mesmo em relação ao meu menino mais velho, estou a deixar passar muitos momentos importantes. Mas a verdade é que me sinto com pouca vontade de me abrir neste espaço. Ficam as fotos que falam mais do que mil palavras. (e o FB que não é tão visitado).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A falar ao telemóvel


Já tem a perícia de segurar o telefone com o ombro.

A fotografia das férias


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Visitas à MAC

Tal como aconteceu há cerca de um mês atrás, ontem fiz uma visitinha às urgências da MAC. Barriga muito dura e dorida, sobretudo no fundo e um desconforto grande, desde há dois dias, levaram-me a decidir passar lá depois do trabalho para ver se estava tudo bem. O CTG acusou contracções, tal como já tinha acontecido em Agosto mas, de resto, tudo ok. Tenho que descansar mais depois do trabalho e evitar fazer esforços.
No meio disto tudo, o meu maior stress era ver as horas a passar e saber que a creche do Henrique fechava às seis. Como sempre, só tenho a agradecer às pessoas daquela instituição. Uma pessoa prontificou-se para ficar com ele até às seis e meia e eu saí da MAC a correr às seis e vinte, apanhei um taxi (3,5 euros de táxi, acho que o taxista só não recusou a viagem por eu estar grávida) e cheguei lá mesmo a horas. Muito obrigada sempre!
Antes de sair da MAC ainda tive a felicidade de ver uma bebé não recém nascida, mas acabada de nascer. Ainda tinha a pele um pouco sujinha. Linda, linda, moreninha. Deve ter nascido de cesariana e a enfermeira trouxe-a para o pai a conhecer. Claro que não pude deixar de pensar na minha Luísa que vou conhecer daqui a mais ou menos um mês.
Foi um dia cheio de emoções, algum stress mas que me deixa esta imagem na cabeça de uma recém nascida linda, como todas, que eu não sei quem é mas a quem desejo as maiores felicidades do mundo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Hora de acordar

Hoje acordava às seis e meia da manhã com o Henrique a gritar "Mamãaa, o sol já acordou!!!".
E assim se começa o dia, bem pela fresquinha :))

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Curtas dele

Quando está no supermercado ou numa loja, passa à frente de quem estiver para pagar, levando alguma coisa na mão e diz ao caixa: "Xenhô, poxo pagar?" E repete a mesma conversa até ser ouvido.


Gosta muito de contar. Conta até 13 muito explicadinho: "xinco, xeis, xete, ôto, nuobe.... onxe..."


Quando me zango com ele sai-se com um "oh mamã.... goto muito de ti!" Safado, tenta dar a volta à situação com mimos e beijos (e tão difícil que é manter uma cara séria)


Anda agora com a mania de responder "xim, tabém" quando lhe pedimos para fazer alguma coisa. Ou isso ou "Não quéio!!", e aqui é mais difícil dar-lhe a volta.

Deste mês de ausência

As férias nos Açores passaram depressa. Foi muito bom rever amigos e o tempo foi muito pouco para matar todas as saudades dos grandes e dos pequeninos cujo crescimento, com grande pena minha, não acompanho.
O Henrique esteve muito bem, adorou o convívio com a família paterna e sobretudo com os primos. Foram muitos mergulhos e muitas gargalhadas que ele traz bem guardados e que recorda diariamente.
Quando regressámos, ainda fiquei mais uma semana com ele em casa porque o colégio só reabriu a 6 de Setembro. Foi uma semana tranquila, nostálgica, de certa forma, porque senti que estava a chegar ao fim o mês inteirinho que passei com meu filho. E há quanto tempo não passávamos tanto tempo juntos.
O regresso à escola foi pacífico. Estava com saudades de todos e distribuiu abraços e beijos como gente grande. Quando chegou, foi ter à antiga sala, mas quando dissémos que já não era a sala dele, foi para a outra e depressa se ambientou. Tem outro tipo de brinquedos, mais brinquedos de "faz de conta" e ele, que adora recriar histórias e inventar situações, encaixou-se lá perfeitamente. Tem ficado bem todos os dias, felizmente.
Entretanto, Segunda-feira fomos à pediatra para uma consulta de início de ano lectivo e comprovámos aquilo de que já suspeitávamos: nestes últimos 5 meses aumentou 4 cm e quase 1,5 Kg. Está bem e recomenda-se, portanto. De resto, tudo normal. Fala bastante e já consegue estabelecer pequenos diálogos connosco, repete tudo o que dizemos. O desfralde diurno está concluído, apesar de ainda termos deslizes, o nocturno não me parece que seja para já, não vou avançar para aí neste momento. Falei à pediatra do feitio torto dele e da "convicção" com que manifesta as suas vontades. Disse-me o que eu já sei, a conversa é o melhor remédio e os limites estabelecem-se já pois mais tarde a tarefa pode complicar-se. Quanto às implicações da chegada da mana, frisou a questão de ser muito importante dedicar-lhe todo o tempo disponível e, de certa forma, pô-lo a ele em primeiro lugar, uma vez que, pelo menos nos primeiros tempos, as necessidades da bébe se resumirem a barriga cheia, fralda limpa e pouco mais. Procurar estar o mais disponível possível para ele, quando ele chegar a casa do colégio, quando estiver em casa de licença.
Por agora é tudo, as notícias da gravidez guardo-as para amanhã, quando vier comemorar mais uma semana de Luísa embutida.