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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Etapas

Há um mês as chuchas da Luísa desapareceram. Desapareceram mesmo. O pai estava sozinho com eles na hora de deitar e não encontrou nenhuma. Naquela noite adormeceu com o pai no sofá e a partir daí tivemos três ou quatro vezes em que se lembrou da chucha mas nada de dramático. Demora um pouco mais a adormecer, levanta-se mais vezes e vê-se que lhe falta aquele conforto mas nunca mais pediu.

Sabemos que com a chegada do irmão pode haver retrocessos, mas para já consideramos que é mais uma etapa que ultrapassa com sucesso. Boa Luísa!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A minha Força da Natureza

Há três anos desconhecia que esta seria a minha última noite em casa com um filho. Estava impaciente, grande e farta de estar grávida (como, de resto, passei a maior parte das minhas gravidezes) e no dia seguinte (25) tinha uma consulta de referência na MAC (aquelas em que fazem o toque e iniciam os procedimentos finais). Tudo normal, portanto.

A decisão de ter um segundo filho foi tão amadurecida como a de ter o primeiro. Foi do género "querido, os contraceptivos andam a deixar-me mais gorda e irritada. Acho que vou fazer uma desintoxicação." "Hmmm ... Gata, sabes que podes engravidar, isso significa que queres ter mais um filho?" "Não meu amor, não tour a dizer nada disso, que tolice..." E pimba,... Paula grávida e o resto já se sabe.

Enganando-nos um ao outro, ambos sabíamos que um segundo filho naquela altura era a melhor opção. Difícil de assumir, mas ainda assim a melhor. O Henrique, um miúdo lindo de morrer e o melhor filho do mundo, estava a entrar naquela fase em que queria um irmão. Nós, continuávamos a alimentar aquela ideia de que aos 40 estaríamos com os filhos criados e prontos para viver ainda muito do que a vida tem para nós oferecer. Assim, mais ou menos planeado, ter a Luisa 2 anos e meio depois do Henrique, acabava por ir ao encontro das expectativas de todos.

A noite de 24 foi a minha última noite em casa com um filho (cá fora). E a partir daí a nossa vida nunca mais foi igual.

Quando queria ter um parto programado, porque quando se tem um filho e pouco apoio familiar, é preciso pensar nestas coisas, ela decide vir de surpresa. Com tudo mais ou menos planeado para tê-la no privado (há e tal, agora há o miúdo, e o pai do miúdo que podem passar mais tempo comigo enquanto estiver internada), pimba, decidiu nascer na MAC, na sequência de uma consulta de rotina, precisamente no mesmo quarto em que o irmão nasceu (e da MAC guardo o melhor de tudo, pessoas, serviço, o melhor, mesmo). Enfim, .... Tudo à sua maneira desde que começou a manifestar a sua vontade.... E assim é até hoje.

A Luísa tem tanto de doce como de torta (torta mesmo, do mais torto que há). Miúda gira mesmo a sério. Daquelas que querem crocs para a chuva cor de rosa e mini saia de ganga, mas que, quando lhe perguntam qual o seu super herói preferido responde sem demora "o war machine". O irmão é o seu ponto de referência, o seu ídolo, e adotou, desde cedo, os seus heróis como dela. O pai é o seu maior fã e ela sabe, e usa-o de forma inteligente. Com a mãe acho que tem uma relação de extremos: chocamos de frente, mas é comigo que vem ter quando mais precisa.


O Henrique diz que ela é maluca pela forma intensa como lida (e berra) com tudo. Eu acho que isto revela uma relação apaixonada com a vida e com as pessoas com quem se relaciona. É uma força da natureza!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amamentação

Retirei uma barrinha ali do lado.
Com muita pena minha tive que interromper aquela que foi uma das melhores experiências enquanto mãe. Tive uma infeção respiratória grave que me obrigou, há duas semanas, a fazer dois antibióticos e por isso tive que parar de amamentar enquanto estava a fazer a medicação.
Não queria que tivesse sido assim, uma interrupção forçada, de um dia para o outro. Mas não houve nada a fazer.
A Luísa ainda pede, uma vez por outra, e tenho-lhe dado. Mas já não é a mesma coisa. 
Guardo com muito carinho e saudade os momentos só nossos que partilhámos ao longo dos seus primeiros 15 meses.

sábado, 29 de outubro de 2011

Há um ano atrás

A Luísa passava a sua primeira noite em casa. Lembro-me tão bem de ter ido adormecer o Henrique e ter ficado com ele a dormir. As saudades que eu tinha dele. E na primeira noite em casa tive pela primeira vez a sensação de que agora já estamos todos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Há um ano atrás, parte III

E para fechar esta série de posts a recordar os melhores momentos de há um ano atrás, lembro aquelas horas mágicas, as primeiras horas deles connosco, em que os observamos, os descobrimos pela primeira vez. São únicas, tão especiais. Parece que o tempo para e nós ficamos ali, a contemplar a sua beleza, os seus movimentos simples e delicados, a cheirá-los... ah, e como fica gravado aquele cheiro no nosso coração! São horas que não se repetem e que devíamos poder guardar num cofre para poder viver mais uma vez. Guardo as primeiras horas do Henrique e da Luísa como as melhores horas da minha vida. 

Parabéns Luísa

E por volta das 4:30 do dia 26 de Outubro de 2010, nascia a Luísa. Linda, linda!
Muitos Parabéns filha!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Há um ano atrás, parte II

Acho que mais ou menos por volta desta hora (21h), juntaram-me oxitocina ao soro, para ber se a coisa acelerava um pouco. Quando o pai voltou do jantar já eu começava a sentir um ligeiro desconforto.
Fiquei bem até cerca da meia noite, com dores suportáveis. A partir daí comecei a ter ontracções mais fortes ( muito mais fortes) e menos espaçadas. Pedi a bendita epidural, o pai saiu do quarto e por volta da uma da manhã aplicaram-me o líquido mágico. Do Henrique também levei epidural, mas já tarde, nem senti os seus efeitos para falar a verdade. Quando a médica acabou de a aplicar e pediu para eu me deitar, já ele tava a sair, mesmo. Desta vez foi diferente, tudo foi diferente. Aplicada a epidural, eu comecei a sentir os us efeitos e relaxei, até pensei que ia ter tempo para dormir uma vez que as médicas continuavam a dizer que era para demorar. Enganei-me. Cerca de uma hora depois a anestesia deixou de fazer efeito e aí sim começaram as dores a sério, aquelas que já me eram familiares de há dois anos atrás. Deviam ser quase três horas. Da hora e meia que se seguiu eu não tenho grandes memórias. Talvez o meu marido tenha, pois estava de fora a assistir, sentado num pequeno banco em que mal cabia. Um dia desafio-o a vir aqui descrever o parto visto da perspectiva de quem está a assistir.

Há um ano atrás

O dia acordava cinzento. Já estava farta de esperar e acordei com um mau humor terrível. Por volta desta hora alguém tocava insistentemente à minha porta e eu, que estava sem vontade nenhuma de sair da cama, lá me arrastei a custo para a abrir. Era a minha irmã, também muito grávida, na altura.

Tinha consulta na MAC por volta das 13, por isso aproveitei para me levantar e ir adiantar algumas coisas (roupa, jantar) para não ter que as fazer mais tarde, já com o Henrique em casa.

Já na consulta, por volta das 15, a médica, ao tentar descolar-me a membrana, rebentou-me a bolsa (médica novinha, ficou em êxtase porque era a primeira vez que lhe acontecia...). Eu não achei piada nenhuma. Já não podia voltar a casa, já não podia ir buscar o Henrique... Não tinha planeado assim o meu dia.
 
De certa forma não estava preparada. Desta vez, com um bebé em casa, queria que tudo corresse conforme planeado. E eu tinha um plano, e aquela médica a rebentar-me a bolsa não estava no meu plano. Chorei, nervosa. Tive que pedir ajuda porque precisava que alguém fosse ter com o meu filho para que ele não se sentisse triste, porque eu não o tinha avisado de que tinha chegado o dia.
 
Dei entrada na Maternidade, atribuiram-me um quarto e perguntaram-me se não tinha ninguém para ficar com as minhas coisas. Não! O pai da criança estava com quem realmente precisava dele, a outra criança. Apesar da sua insistência, pedi-lhe que não viesse, que fosse buscar o Henrique à escola e ficasse com ele o máximo de tempo possível. Eu estava bem, à espera. Fizeram-me assinar um termo de responsabilidade porque não podiam ficar com os meus objectos pessoais sem mais. Pediram desculpa mas já tinha acontecido terem reclamado por causa de umas cuecas desaparecidas e desde então, as grávidas que não estão acompanhadas, têm sempre que assinar o dito papel a desresponsabilizar a MAC por qualquer perda ocorrida. Eu na boa... tinha todo o tempo para assinar aquele e outros papéis porque, ao contrário do que tinha planeado, a médica rebentou-me a bolsa e eu não podia fazer mais nada senão esperar.
 
O pai chegou mais tarde, já depois de dar banho e jantar ao outro filho que entretanto ficou com a minha mãe, em casa, no seu espaço, como eu planeei. Não queria que ele tivesse que sair de casa. Queria que as suas rotinas se mantivessem, dentro do que era possível. Nessa altura era ele a minha principal preocupação. Era com o seu bem estar que eu estava preocupada. Ela estava bem, ainda cá dentro, protegida pelas águas que a médica tinha feito o favor de rebentar, contrariando todo o meu plano de parto.
 
Os médicos diziam que "a coisa" estava demorada. Tem aqui umas boas 12 horas pela frente, dizia uma. A bebé está muito subida.
 
O pai saiu por volta das 21, acho, para jantar. Eu, tranquila, sem dores, à espera, estava esfomeada e pedi também que me trouxessem jantar. Comi tudo. Precisava de ganhar força para as horas que se seguiam.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Sorriso


Desta vez é o pai que escreve. Bem sei que vai soar um pouco a cliché, mas se há coisa que julgo caracterizar a Luísa, é sem dúvida o seu sorriso. É sempre tão presente em todas as suas expressões que se torna contagiante. Consegue esboçar um sorriso em qualquer altura, para qualquer pessoa, perante qualquer situação.

É certo que a sua capacidade de sorrir é proporcional ao volume de decibéis que consegue atingir quando decide chorar. É um facto. Mas julgo que tal reflecte o traço de personalidade lhe adivinho: cheira-me que terá, para o bem ou para o mal, uma postura apaixonada perante a vida. A ver vamos.

Dia 2

Uma das coisas que caracteriza a Luísa é o seu apetite. Começou a comer sopa aos cinco meses e foi sucesso logon à primeira. Com a fruta foi igual e desde há umas semanas para cá começou a comer banana e maçã inteiras (aos gomos, no caso da maçã) sem se atrapalhar nada. Vê-se que vai ser petisqueira porque não pode estar ao pé de nós ao jantar sem ter nada na mão para comer, mesmo depois de já ter comido. Com isto, já fui "obrigada" a dar-lhe arroz de frango, massa, arroz branco muitas vezes, e até mesmo açorda alentejana. Gosto muito de ver que tem apetite e come com gosto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

11 meses e um desafio

Quando o Henrique completou 11 meses, eu não queria acreditar que o tempo tinha passado tão depressa, que o meu bebé estava prestes a completar um ano. Pois agora este sentimento é ainda mais forte. Não dei mesmo pelo tempo a passar. Foi um ano cheio de coisas boas (e outras menos boas), mas muito cansativo, em que muitos dias só pedia que chegasse a horas de se deitarem para eu poder ter um bocadinho para mim. Com tudo isto, os meses foram-se sucedendo depressa demais e a Luísa foi crescendo sem que muitas vezes eu conseguisse saborear devidamente cada uma das suas conquistas. 

Mas se um segundo filho não beneficia, por vezes, de toda a atenção que dispensamos ao primeiro, por razões óbvias, beneficia de uma coisa muito mais importante, a presença de um irmão, um amigo que o ajuda a crescer e que torna desde cedo a sua vida muito mais animada. Essa é, a meu ver, a sua grande vantagem em relação ao irmão, tê-lo.

A Luísa passou de uma bebé agitada e muito chorona (berrona, mesmo) a uma bebé calma e simpática quase de um dia para o outro. Por volta dos cinco meses dela, quando decidimos ir de férias 15 dias para a praia, acho que ela se transformou. Foi o primeiro contacto com o mar, talvez, ou o facto de nos sentir pela primeira vez em modo de férias. Alguma coisa aconteceu. Desde aí tem sido um crescendo. Hoje é uma menina calma, muito simpática que ri imenso para toda a gente e tem um sorriso muito cativante.

É bastante chegada a mim, coisa que o irmão não era assim tanto. Este Verão as pessoas diziam que era uma bebé muito estranha, por estranhar quem não conhecia. Não sei se o facto de a amamentar tem alguma coisa a ver com isto. Mas a verdade é que, ao contrário de todas as minhas expectativas, habituou-se muito bem à escola nova e vai perfeitamente para o colo da educadora sem chorar. Até acompanha os outros na sesta, coisa que, em casa, só faz a muito custo.

Está muito desenrascada no que respeita à parte motora. Gatinha muito bem e anda de um lado para o outro agarrada a tudo desde há cerca de um mês. O facto de ser destemida e aventureira já lhe valeu umas valentes quedas. Deviam era andar de capacete nesta idade.

Comer come muito bem e cheira-me que vai ser ainda mais petisqueira do que o irmão. Fica zangada quando não lhe damos a provar a nossa comida e deixa cair a chucha da boca quando sente o cheiro ou vê alguém com comida na mão.

É gira e atrevida e cheira-me que vai ter um feitio ainda mais torto do que o do irmão. Faz fitas e finge que está a chorar quando é contrariada. Mas finge com lágrimas e tudo, que evaporam no segundo em que lhe fazemos a vontade.

Enfim, é a Luísa e cada vez estou mais certa de que outro nome não lhe assentaria tão bem.

Bem, mas o desafio que eu lanço a mim própria, a um mês de a Luísa completar um ano, é vir a este blog diariamente escrever alguma coisa sobre ela e postar uma foto sua, como forma de compensar tudo o que não escrevi ao longo destes meses.

Deixo a primeira foto que foi tirada nas benditas férias que marcaram a sua transformação :)
 (tinha sido atacada pelos mosquitos)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mudanças

E a poucos dias de completar 9 meses, a Luísa iniciou o desmame. Para já, substituímos só a refeição da manhã e continua a mamar à noite, mas a ideia é terminar mais cedo ou mais tarde. Ao terceiro dia, pega bem no biberão mas não bebe os 180 ml que lhe preparo e ontem agarrou-se mesmo à maminha e eu não a contrariei. Quero que tudo aconteça devagar, sem grande stress.
Foi uma decisão muito ponderada mas ainda assim está a custar-me um pouco (grande), não só fisicamente (o corpo ainda se está a adaptar), como psicologicamente (apesar de continuar a dar à noite, sei que é o início do fim de uma fase). É como se perdesse uma das minhas funções. Mas tem que ser, para bem de todos, acho.

terça-feira, 28 de junho de 2011

8 meses de Luísa

Infelizmente não entrou nos 8 meses da melhor forma. Este fim-de-semana teve episódios de febre e anda muito rabugenta e irritada. Desde Sexta-feira que dorme (dormimos) muito mal. Baba imenso e agarra tudo o que pode para por na boca. Cheira-me a novos dentes, vamos ver.

Ontem tivemos consulta com a pediatra e, de um modo geral, estava bem. Apesar da febre nos dias anteriores, só tinha a garganta um pouco vermelha, mas nada de alarmante. Cheira-me que vamos assistir a desenvolvimentos menos positivos nos próximos dias. De resto, aumentou umas modestas 300 gr. (está com 7.900 Kg) e cresceu 1 cm (69 cm). Não há alterações a introduzir no que respeita à sua alimentação. Continua a mamar de manhã e à noite, come sopa nas duas refeições principais (uma com carne) e alterna entre papa e iogurte com fruta ao lanche.

No que respeita ao desenvolvimento a nível motor, são de registar algumas conquistas:

- Levanta-se sozinha na cama, agarrada às grades e aguenta-se nessa posição muito tempo (adora ficar de janela);

- Passa bem da posição de sentada para a de deitada e fica em posição de gatinhar, mas ainda se arrasta pouco;

- Rebola muito;

- Guincha muito quando o Henrique se chega para ao pé dela porque é quase certo que lhe vai tirar aquilo com que está a brincar;

- Como não bebe nada bem água quando está na ama, comprei ontem chá de ervas que ela aceitou muito bem;

- Come muito bem 2 a 3 conchas de sopa ao almoço e jantar, seguidas de fruta (estes últimos dias, por acaso, não foram disso exemplo)

- É uma menina muito sorridente e simpática mas quando está com sono faz umas birras de sair da frente;

- Adora bolachas (é a minha monstra das bolachas) e não pode ver sequer o pacote que fica toda desorientada;

- Palra muito e já vai desenvolvendo as suas conversas.

- É uma menina bebé doce e muito melada que adora beijinhos.

Custa muito vê-la assim num estado que não é o seu normal. Esperemos que não seja nada de especial.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

7 meses

E a barrinha ali ao lado indica o 7º "mêsversario" da Luísa. Vou usar a frase batida “o tempo está a passar depressa demais”, pois é um facto. Aliás, passa sempre quando estão em causa coisas de que gostamos muito e que nos dão muito prazer. Aí o tempo nunca é suficiente para as saborearmos. Mas o que eu sinto acima de tudo é que a sua presença nas nossas vidas é tão forte que parece que sempre fomos quatro. Já tinha essa sensação com o Henrique. Era-me difícil lembrar os tempos em que  éramos só dois. Tentava lembrar-me de como ocupávamos o tempo, o que é que orientava o nosso dia quando não havia fraldas e papas para dar e não era fácil. Agora com a Luísa acontece-me o mesmo. Mas com o Henrique sentia que ainda não estávamos completos e agora já não sinto isso. Sinto que já estamos todos.
 A Luísa é uma bebé muito doce e ternurenta. Adora fazer-nos festinhas e adora ser tocada e acarinhada. Gosta dos apertos que lhe damos e ri-se toda derretida. Adora dançar, com o pai sobretudo. Tem uma paixão enorme por ele, irradia luz quando o vê chegar a casa. Diverte-se muito com o irmão mas não gosta que ele exagere nos mimos (vulgo, apertões) que lhe dá. Nisso é muito “menina”, começa a sentir-se incomodada e a guinchar como que a pedir ajuda.
É simpática com as pessoas, no geral. É de riso fácil, aliás tem um riso contagiante, agora já não desdentado, o que lhe dá uma certa piada. Mas também chora quando alguém menos familiar lhe pega ao colo. Acho que é mais desconfiada do que o irmão, que era mais dado. Reclama muito a nossa presença, não gosta nada que a deixemos sozinha no quarto ou na sala. Contudo, já se vai entretendo cada vez mais com as suas coisas. Senta-se com muita segurança e dobra-se toda para apanhar algum objecto que esteja mais distante.
Come muito bem, felizmente. Continua a mamar de manhã, à noite e quando lhe apetece. Acho que cada vez gosta mais e é mais determinada. Ao lanche, durante a semana, come papa feita com o meu leite e iogurte com fruta, em dias alternados. Ao fim de semana mama e às vezes come meio iogurte ou uma bolacha. Almoça e janta sopa, uma com carne, outra de legumes, e fruta. Continua a dormir a noite toda. Vou dar-lhe de mamar por volta das nove e meia, hora a que ela começa a pedir cama, e ela adormece e fica até ao outro dia. Agora tem acordado mais cedo, por volta das sete e meia, porque tem um irmão madrugador que não a deixa dormir. Este é um dos motivos que nos anda a fazer adiar a ida dela para o quarto do irmão, ela dorme melhor do que ele e nós não queremos deixar de ter noites relativamente tranquilas. Mas mais dia, menos dia vai ter que acontecer.
No que respeita à saúde, tem andado muito bem, apesar de, há duas semanas, ter tido uma tosse chata que nos levou a recorrer à ginástica respiratória. Em quatro sessões ficou limpinha e espero que assim continue por mais algum tempo. Apesar de ser o segundo filho (ou filha) sou muito mais insegura com ela, no que respeita ao seu estado de saúde, do que fui com o Henrique. Acho que ainda me lembro bem demais dos dias em que esteve internada e o medo de que se repita é muito grande. Espero que passe depressa… vai passar.
Não sei se sou melhor mãe para ela do que fui para o Henrique nos seus primeiros meses. Em tempos achei que não, por ser mais insegura. Agora acho que sou apenas mais mãe, uma mãe mais completa, muito mais feliz e cada vez mais certa do seu papel. O desafio nos próximos tempos é trabalhar um pouco mais nos outros papéis que tenho que desempenhar, nomeadamente, no papel de mulher e no papel de companheira que têm ficado um pouco esquecidos. Procurar o equilíbrio necessário é por vezes muito difícil, mas acho que nisto o tempo é um bom aliado.

terça-feira, 24 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

E depois do primeiro dente...

O segundo dente, descoberto esta manhã novamente pela mãe (e da pior maneira, pois claro).
Apesar de os médicos dizerem que os dentes não provocam doenças, o certo é que eles (pelo menos os meus) ficam sempre ou constipados, ou com tosse ou com outras coisas menos boas (o Henrique tinha otites). No caso da Luísa, foi a tosse que se manifestou, o que nos levou a recorrer à ginástica respiratória para evitar que a coisa evoluísse para algo pior.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O 1º dente

Foi descoberto pela mãe no Sábado, dia 7 de Maio. Com cerca de seis meses e meio, a Luísa foi mais precoce do que o irmão em matéria de dentes.
Como é muito espertinha, a menina, já começou a morder a mãe. Esta manhã deixou-me mesmo magoada. Tenho que lhe dizer que se isto continua, a maminha acaba. Esperemos que não seja preciso ser tão radical.
Outra novidade, é que a Luísa já se senta sozinha durante uns bons bocados. Quando arrisca ir buscar alguma coisa que esteja mais longe, cai e fica em posição de gatinhar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Consulta e nova dieta

Sexta-feira fomos à consulta dos seis meses. Estava tudo muito bem, não fosse o estetoscópio ter detectado umas porcarias nos brônquios. Tenho pânico destas doenças respiratórias que se desenvolvem de uma forma tão silenciosa. Então penso eu que a miúda está bem, nem tosse tem, quando afinal não é bem assim. Estivemos a fazer vapores até ontem e ela tossia bastante depois de cada sessão. Hoje parece-me mais limpinha.
De resto, os pesos e medidas estão bem, e vai iniciar uma nova dieta. Continua a mamar de manhã e à noite, ao almoço e ao jantar faz sopa e fruta, uma das sopas com carne, e ao lanche, durante a semana, come papa feita com o meu leite (ao fim de semana mama).
Ontem fomos às vacinas e ela nem uma lágrima deitou. Ficava com uma cara assustada mas acabava sempre por rir. É uma corajosa!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Amamentação

Quando a Luísa nasceu, tinha muita vontade de a amamentar. Tinha já a experiência do Henrique que foi boa, sem dores nem peito gretado, mas curta. Com a mania de que só estava a engordar o mínimo, comecei a dar-lhe suplemento com cerca de 1 mês e depois só mamou até aos três porque às tantas rejeitou a mama. Desta vez estava preparada para ignorar, dentro do possível a balança e confiar nos meus instintos. Depois de sair da maternidade, foi pesada com 15 dias, na pediatra e com um mês, novamente na consulta. Nada de balanças de farmácia ou do centro de saúde. Engordou um Kg ao fim do primeiro mês e eu fiquei toda satisfeita e confiante de que a amamentação era para continuar em exclusivo. Uns dias depois foi internada e como estava com dificuldades respiratórias, tinha que tirar leite com a bomba para lhe dar no biberão. Ela bebia bem e até não perdeu muito peso, mas o meu estado nervoso foi tão grande que quase fiquei sem leite. No dia em que tivémos alta, quando cheguei a casa, parecia não ter leite nenhum. Fiquei bastante triste mas lá fui comprar uma lata de LA e comecei a suplementar algumas mamadas. Comecei a procurar informação sobre formas de aumentar a produção de leite e percebi que o melhor mesmo era dar-lhe de mamar o mais possível, sem restrições. Chegava a mamar de meia em meia hora e claro que eu tive que ouvir muitas vezes "se calhar o teu leite não a satisfaz porque ela já está com fome" ou "que estranho, a maior parte dos bebés mama de duas em duas ou três em três horas". Eu ignorava e ia-lhe dando suplemento, sempre que necessário. Ao fim de cerca de dez dias, o leite voltou a subir e voltei a ter o suficiente para amamentá-la sem suplementos. Como aos dois meses começou a dormir a noite completa, eu acordava a meio da noite para tirar leite, sempre a pensar que podia vir a precisar dele para dar como suplemento. Mas o certo é que não precisei. Usei-o depois para lhe dar no biberão, quando estava com os dois sozinha, e uso agora para deixar na ama para ela lanchar.
Com o tempo fui ficando cada vez mais segura de que estava a correr bem e a gostar cada vez mais de amamentar. O regresso ao trabalho (há um mês atrás) implicou algumas mudanças como ter que lhe dar mama de manhã quando eu estou disponível, o que pode não coincidir com a hora dela. Mas não tem corrido mal. Aos seis meses faz, durante a semana, três refeições com o meu leite, uma de papa e uma de sopa e fruta. Devemos deixar agora a papa e passar a duas de sopa. Ao fim de semana temos regime livre e não somos tão rigorosos com as refeições de colher. A pediatra quer introduzir o iogurte ao lanche, mas eu vou manter as coisas assim até acabar o leite que tenho congelado.
De resto, vou aproveitando bem estes momentos só nossos até que ela deixe de querer ou até eu deixar de lhe poder dar. Já valeu a muito a pena e eu sinto-me muito bem por não ter desistido à primeira contrariedade.