terça-feira, 19 de julho de 2011

O Henrique

O Henrique está bem e recomenda-se. Anda numa fase muito engraçada, com muitas expressões de gente crescida. Há dias fez uma asneira daquelas e eu controlei-me para não me descontrolar e passei quase uma hora a dizer "Henrique, agora ficas no teu quarto para não nos zangarmos", sem lhe olhar bem nos olhos, e ele saia e eu repetia a lengalenga. De repente, chega ao pé de mim e diz "Afinal mamã, o que é que se passa? Porque é que estás assim comigo?" Se eu não estivesse danada com ele até me tinha rido do seu ar disfarçado, mas na altura não estava para aí voltada.
Temos tido alguns episódios de birras, infelizmente, e confesso que já foi mais fácil dar-lhe a volta. Mas depois é doce e muito bem disposto.
Adora a escola. Fala muito de todos os colegas e de todas as pessoas que com ele "trabalham". Lá, sente-se em casa, e eu também... Eles são os primos, os tios e os avós que ele não tem por perto, e não podíamos ter encontrado melhor família alargada. Sei que este espaço que o ajudou a crescer vai fazer-lhe muita falta para o ano e confesso, estou ansiosa com a mudança. Mas ele é um menino sociável e vai acabar por encontrar o seu espaço no novo grupo.
Já sabe "ler" alguns dos livros de que mais gosta (decorou as histórias e gosta muito de as contar) e tem muita expressividade. Imita muito bem expressões de filmes e recria cenas. Está numa fase virada para o espectáculo e adora ter público para fazer as suas macacadas. A irmã é uma das suas fãs e ri de tudo o que ele faz (o que o deixa especialmente vaidoso).
Sei que sente falta de algum tempo só para ele com os pais e eu (nós) também sinto muito. Tenho que fazer um esforço maior para que estes momentos sejam possíveis, agora que a mana está mais crescida e já não está tão dependente de mim.
É o meu filho mais velho, lindo de morrer, e apesar de todas as birras (que me deixam com vontade sei lá do quê) tenho um orgulho enorme no menino que estou a ver crescer porque sei que é um grande menino. 

Mudanças

E a poucos dias de completar 9 meses, a Luísa iniciou o desmame. Para já, substituímos só a refeição da manhã e continua a mamar à noite, mas a ideia é terminar mais cedo ou mais tarde. Ao terceiro dia, pega bem no biberão mas não bebe os 180 ml que lhe preparo e ontem agarrou-se mesmo à maminha e eu não a contrariei. Quero que tudo aconteça devagar, sem grande stress.
Foi uma decisão muito ponderada mas ainda assim está a custar-me um pouco (grande), não só fisicamente (o corpo ainda se está a adaptar), como psicologicamente (apesar de continuar a dar à noite, sei que é o início do fim de uma fase). É como se perdesse uma das minhas funções. Mas tem que ser, para bem de todos, acho.