quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nós, as mães dos filhos

Quando somos mãe percebemos quase automaticamente que tudo o que até aí havíamos entendido como amor, mesmo o mais intenso dos amores, mais não era do que uma sombra de um sentimento sem nome que nos enche, que nos completa, que nos transforma e que muitas vezes nos faz ficar sem chão, que é o sentimento que temos pelos nossos filhos.

Tornamo-nos lobas, leoas, descobrimos em nós força que desconhecíamos que nos permitem, por exemplo, passar noites seguidas sem dormir e manter algum nível de integridade física e psíquica. Ganhamos resistência a determinadas coisas que antes nos consumiam, objetivamos mais, crescemos, para podermos ensinar a crescer, numas alturas, ou simplesmente, assistir e apoiar o crescimento dos nossos filhos.

Tudo isto nos transforma em pessoas melhores, mais ricas, tendencialmente mais capazes para lidar com contrariedades, para solucionar imprevistos.


Só há um tipo de imprevisto para o qual nunca estamos preparadas, aquele que envolve os nossos filhos, a saúde dos nossos filhos, especialmente. Perante esse em regra bloqueamos, congelamos. Não somos capazes de analisar a situação friamente, desaprendemos tudo o que a maternidade e a vida de mãe nos ajudou a desenvolver e sentimo-nos pequenas, mínimas, a precisar, nós próprias, de uma mãe. 

E o medo que nos paralisa, que nos impede de avançar com aquela segurança que se espera de uma mãe, empurra-nos para um cantinho escondido, de onde não queremos sair, um cantinho onde nos protegemos de nós, da vida que sem darmos por isso tomou conta da nossa e se tornou na nossa própria vida. Queremos ser o antes. O antes que era fácil, o antes que era só nós, nós próprios, sozinhos, sem eles, sem o ter que cuidar, só a ser cuidado. 

E aí somos pequenas outra vez, já não somos lobas nem leoas, já não resistimos ao sono, nem conseguimos conter o choro. Não temos já soluções. Aí percebemos as mães dos filhos somos nós e que nunca deixámos de ser nós, as mães dos filhos.    

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Parabéns Henrique


Imagens

Há cinco anos atrás estava prestes a iniciar o maior desafio da minha vida:ser mãe. O Henrique mostrou já aí ser um rapaz decidido tendo passado cerca de quatro horas desde que senti os primeiros sinais de alerta até que o conheci. Não vale a pena fantasiar o que estaria a viver neste preciso momento há cinco anos atrás porque a verdade é que muito provavelmente estaria com umas dores horríveis e a pensar "onde é que estavas com a cabeça quando te meteste nisto". Mas não é mentira quando digo que no momento em que o conheci, todo o mal estar passou como se houvesse um corte na cena, entre o antes e o depois.

As minhas memórias são ainda muito claras e detalhadas. Sinto os toques, os cheiros, as emoções, como se tudo se tivesse passado há poucas horas. Foi uma mudança que eu planeei (ou planeámos), que desejei muito mas para a qual muitas vezes me senti não preparada.  E por isto mesmo sei que foi o maior desafio que assumi e assumirei e também aquele que mais me fez crescer. Sinto que tive oportunidade de começar uma nova vida e é tão bom podermos começar outras vidas dentro da nossa vida.

Neste momento ele dorme na cama da irmã. Mudou-se para lá depois de os deitar. Nem lhes mexo. Seria quase um crime fazê-lo. O pai está fora esta semana e amanhã temos uma videochamada agendada para lhe entregar o presente logo de manhã.

Os dois enchem-me de sentimentos bons e apesar de muitas vezes quase desesperar, pensar que não consigo, que dei passos grandes demais, sei que são imagens como as que agora presencio que me dão força para continuar e para ir reinventando o dia a dia.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Luísa


É uma força da natureza. Passa do riso ao choro numa questão de segundos sem que nós consigamos perceber o porquê de um estado ou de outro. É igualmente intensa nas lágrimas que deita e nas gargalhadas que dá. Em resumo, consome cada bocadinho de energia que temos.

Revejo-me nela, na sua forma apaixonada de ser. Adivinho, por isto, grandes confrontos como os que já tive com a minha mãe (igualmente forte nos sentimentos e frontal na forma de ser), mas também por isto acredito que os sentimentos que nos vão unir serão sempre sólidos e verdadeiros.


O seu maior companheiro é o mano, como o chama sempre, e conseguem, nesta altura, passar horas a brincar com grande cumplicidade. Partilham interesses (aliás, ela adotou todos os interesses dele, como seus) e pode mesmo dizer-se que em muitos casos há o “Eles” e o “Nós”, os pais maus que não os compreendem e que os contrariam injustamente. Quando isto acontece, quando um deles é chamado à atenção por um qualquer motivo (quando, por exemplo, um deles bate no outro e o deixa a chorar), unem-se os dois contra o “agressor” (pai). As férias aproximaram-nos ainda mais. Dormiam na mesma cama e hoje, apesar de cada um na sua cama, continuam a adormecer de mão dada.

Ela veio completar-nos como família, sem dúvida. Parecemos muitas vezes uma família de malucos,  (sobretudo, de manhã antes de sair de casa), mas malucos felizes e apaixonados uns pelos outros.

O Henrique


Faz cinco anos daqui a dois dias. Na verdade, daqui a cerca de 38 horas. Nunca ansiou tanto um aniversário. Anda há meses à espera deste dia. Os cinco anos representam uma espécie de entrada na idade adulta do jardim de infância. Passará a ser dos mais velhos e até já tem um dente a abanar, como os que se preparam para entrar na escola este ano.




Eu tenho um nó na garganta e só me apetece andar para trás no tempo e voltar a tê-lo pequenino, todo no meu colo. Por outro lado, enche-me de orgulho vê-lo crescer. Um menino extremamente dócil, amigo dos seus amigos (o melhor amigo da sua irmã) e muito criativo. É o meu menino rapaz, seguro de si mas revelando alguma timidez em ambientes desconhecidos. Apalpa terreno antes de se dar a conhecer plenamente. Sinto que tem força para ir enfrentando os desafios que a vida lhe vai colocar e sei que parte dessa força reside no facto de saber que nós estaremos lá para lhe dar o empurrão final, sempre. 

Acho que estou de volta :)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amamentação

Retirei uma barrinha ali do lado.
Com muita pena minha tive que interromper aquela que foi uma das melhores experiências enquanto mãe. Tive uma infeção respiratória grave que me obrigou, há duas semanas, a fazer dois antibióticos e por isso tive que parar de amamentar enquanto estava a fazer a medicação.
Não queria que tivesse sido assim, uma interrupção forçada, de um dia para o outro. Mas não houve nada a fazer.
A Luísa ainda pede, uma vez por outra, e tenho-lhe dado. Mas já não é a mesma coisa. 
Guardo com muito carinho e saudade os momentos só nossos que partilhámos ao longo dos seus primeiros 15 meses.

Conversas com ele

Tínhamos que fazer um trabalho com ele sobre o seu animal favorito. Decidimos registar a conversa com ele e ilustrá-la com algumas imagens sobre o tema.
" O animal preferido do Henrique

1. Henrique, qual é o teu animal preferido? Porquê?

É o cavalo. Porque os cavalos não cheiram mal, só os porcos. Não gosto dos porcos.

2. E quantas patas tem um cavalo?

Four. Em português como é que se diz? Quatro.

3. E o que é que os cavalos fazem?

Ihihih!

4. O que é que os cavalos comem?

Ervas. Os cavalos não comem árvores, só os dinossauros comem árvores (já viste aquele dinossauro que é o fofinho?).

5. Quais são os teus cavalos preferidos?

Eu gosto de muitos. Gosto de cães e cavalos. Gosto do Rofty e o Bullseye

6. O que é que os cavalos gostam de fazer?

- Comer ervas

- Correr

7. De que cor são os cavalos?

Pretos e não gosto de Brancos. E o cavalo do Dartacão é yellow. Amarelo, vês?

8. Onde moram os cavalos?

Na sua casa. A “cavaliça” que quer dizer casa. (Que quer diz “cavaliça” em inglês?)

9. Sabias que os cavalos têm dentes muito grandes?

Sim, mas eu não tenho, vês?

Eu não gosto de cavalos assim com os dentes grandes. Os cavalos têm os dentes pequeninos como a Luísa.

10. Será que podíamos comprar um cavalo para a nossa casa?

Os cavalos podiam entrar na nossa casa porque eles estão cheios de frio. Podíamos fazer uma casa para eles...

11. Com quem é que tu gostavas de andar a cavalo?

Não sei... com a princesa...

12. Tens outro animal preferido?

Sim, o Dartacão...

13.02.2012,

Henrique e pais"

sábado, 29 de outubro de 2011

Há um ano atrás

A Luísa passava a sua primeira noite em casa. Lembro-me tão bem de ter ido adormecer o Henrique e ter ficado com ele a dormir. As saudades que eu tinha dele. E na primeira noite em casa tive pela primeira vez a sensação de que agora já estamos todos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Há um ano atrás, parte III

E para fechar esta série de posts a recordar os melhores momentos de há um ano atrás, lembro aquelas horas mágicas, as primeiras horas deles connosco, em que os observamos, os descobrimos pela primeira vez. São únicas, tão especiais. Parece que o tempo para e nós ficamos ali, a contemplar a sua beleza, os seus movimentos simples e delicados, a cheirá-los... ah, e como fica gravado aquele cheiro no nosso coração! São horas que não se repetem e que devíamos poder guardar num cofre para poder viver mais uma vez. Guardo as primeiras horas do Henrique e da Luísa como as melhores horas da minha vida. 

Parabéns Luísa

E por volta das 4:30 do dia 26 de Outubro de 2010, nascia a Luísa. Linda, linda!
Muitos Parabéns filha!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Há um ano atrás, parte II

Acho que mais ou menos por volta desta hora (21h), juntaram-me oxitocina ao soro, para ber se a coisa acelerava um pouco. Quando o pai voltou do jantar já eu começava a sentir um ligeiro desconforto.
Fiquei bem até cerca da meia noite, com dores suportáveis. A partir daí comecei a ter ontracções mais fortes ( muito mais fortes) e menos espaçadas. Pedi a bendita epidural, o pai saiu do quarto e por volta da uma da manhã aplicaram-me o líquido mágico. Do Henrique também levei epidural, mas já tarde, nem senti os seus efeitos para falar a verdade. Quando a médica acabou de a aplicar e pediu para eu me deitar, já ele tava a sair, mesmo. Desta vez foi diferente, tudo foi diferente. Aplicada a epidural, eu comecei a sentir os us efeitos e relaxei, até pensei que ia ter tempo para dormir uma vez que as médicas continuavam a dizer que era para demorar. Enganei-me. Cerca de uma hora depois a anestesia deixou de fazer efeito e aí sim começaram as dores a sério, aquelas que já me eram familiares de há dois anos atrás. Deviam ser quase três horas. Da hora e meia que se seguiu eu não tenho grandes memórias. Talvez o meu marido tenha, pois estava de fora a assistir, sentado num pequeno banco em que mal cabia. Um dia desafio-o a vir aqui descrever o parto visto da perspectiva de quem está a assistir.

Há um ano atrás

O dia acordava cinzento. Já estava farta de esperar e acordei com um mau humor terrível. Por volta desta hora alguém tocava insistentemente à minha porta e eu, que estava sem vontade nenhuma de sair da cama, lá me arrastei a custo para a abrir. Era a minha irmã, também muito grávida, na altura.

Tinha consulta na MAC por volta das 13, por isso aproveitei para me levantar e ir adiantar algumas coisas (roupa, jantar) para não ter que as fazer mais tarde, já com o Henrique em casa.

Já na consulta, por volta das 15, a médica, ao tentar descolar-me a membrana, rebentou-me a bolsa (médica novinha, ficou em êxtase porque era a primeira vez que lhe acontecia...). Eu não achei piada nenhuma. Já não podia voltar a casa, já não podia ir buscar o Henrique... Não tinha planeado assim o meu dia.
 
De certa forma não estava preparada. Desta vez, com um bebé em casa, queria que tudo corresse conforme planeado. E eu tinha um plano, e aquela médica a rebentar-me a bolsa não estava no meu plano. Chorei, nervosa. Tive que pedir ajuda porque precisava que alguém fosse ter com o meu filho para que ele não se sentisse triste, porque eu não o tinha avisado de que tinha chegado o dia.
 
Dei entrada na Maternidade, atribuiram-me um quarto e perguntaram-me se não tinha ninguém para ficar com as minhas coisas. Não! O pai da criança estava com quem realmente precisava dele, a outra criança. Apesar da sua insistência, pedi-lhe que não viesse, que fosse buscar o Henrique à escola e ficasse com ele o máximo de tempo possível. Eu estava bem, à espera. Fizeram-me assinar um termo de responsabilidade porque não podiam ficar com os meus objectos pessoais sem mais. Pediram desculpa mas já tinha acontecido terem reclamado por causa de umas cuecas desaparecidas e desde então, as grávidas que não estão acompanhadas, têm sempre que assinar o dito papel a desresponsabilizar a MAC por qualquer perda ocorrida. Eu na boa... tinha todo o tempo para assinar aquele e outros papéis porque, ao contrário do que tinha planeado, a médica rebentou-me a bolsa e eu não podia fazer mais nada senão esperar.
 
O pai chegou mais tarde, já depois de dar banho e jantar ao outro filho que entretanto ficou com a minha mãe, em casa, no seu espaço, como eu planeei. Não queria que ele tivesse que sair de casa. Queria que as suas rotinas se mantivessem, dentro do que era possível. Nessa altura era ele a minha principal preocupação. Era com o seu bem estar que eu estava preocupada. Ela estava bem, ainda cá dentro, protegida pelas águas que a médica tinha feito o favor de rebentar, contrariando todo o meu plano de parto.
 
Os médicos diziam que "a coisa" estava demorada. Tem aqui umas boas 12 horas pela frente, dizia uma. A bebé está muito subida.
 
O pai saiu por volta das 21, acho, para jantar. Eu, tranquila, sem dores, à espera, estava esfomeada e pedi também que me trouxessem jantar. Comi tudo. Precisava de ganhar força para as horas que se seguiam.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Sorriso


Desta vez é o pai que escreve. Bem sei que vai soar um pouco a cliché, mas se há coisa que julgo caracterizar a Luísa, é sem dúvida o seu sorriso. É sempre tão presente em todas as suas expressões que se torna contagiante. Consegue esboçar um sorriso em qualquer altura, para qualquer pessoa, perante qualquer situação.

É certo que a sua capacidade de sorrir é proporcional ao volume de decibéis que consegue atingir quando decide chorar. É um facto. Mas julgo que tal reflecte o traço de personalidade lhe adivinho: cheira-me que terá, para o bem ou para o mal, uma postura apaixonada perante a vida. A ver vamos.

Dia 2

Uma das coisas que caracteriza a Luísa é o seu apetite. Começou a comer sopa aos cinco meses e foi sucesso logon à primeira. Com a fruta foi igual e desde há umas semanas para cá começou a comer banana e maçã inteiras (aos gomos, no caso da maçã) sem se atrapalhar nada. Vê-se que vai ser petisqueira porque não pode estar ao pé de nós ao jantar sem ter nada na mão para comer, mesmo depois de já ter comido. Com isto, já fui "obrigada" a dar-lhe arroz de frango, massa, arroz branco muitas vezes, e até mesmo açorda alentejana. Gosto muito de ver que tem apetite e come com gosto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

11 meses e um desafio

Quando o Henrique completou 11 meses, eu não queria acreditar que o tempo tinha passado tão depressa, que o meu bebé estava prestes a completar um ano. Pois agora este sentimento é ainda mais forte. Não dei mesmo pelo tempo a passar. Foi um ano cheio de coisas boas (e outras menos boas), mas muito cansativo, em que muitos dias só pedia que chegasse a horas de se deitarem para eu poder ter um bocadinho para mim. Com tudo isto, os meses foram-se sucedendo depressa demais e a Luísa foi crescendo sem que muitas vezes eu conseguisse saborear devidamente cada uma das suas conquistas. 

Mas se um segundo filho não beneficia, por vezes, de toda a atenção que dispensamos ao primeiro, por razões óbvias, beneficia de uma coisa muito mais importante, a presença de um irmão, um amigo que o ajuda a crescer e que torna desde cedo a sua vida muito mais animada. Essa é, a meu ver, a sua grande vantagem em relação ao irmão, tê-lo.

A Luísa passou de uma bebé agitada e muito chorona (berrona, mesmo) a uma bebé calma e simpática quase de um dia para o outro. Por volta dos cinco meses dela, quando decidimos ir de férias 15 dias para a praia, acho que ela se transformou. Foi o primeiro contacto com o mar, talvez, ou o facto de nos sentir pela primeira vez em modo de férias. Alguma coisa aconteceu. Desde aí tem sido um crescendo. Hoje é uma menina calma, muito simpática que ri imenso para toda a gente e tem um sorriso muito cativante.

É bastante chegada a mim, coisa que o irmão não era assim tanto. Este Verão as pessoas diziam que era uma bebé muito estranha, por estranhar quem não conhecia. Não sei se o facto de a amamentar tem alguma coisa a ver com isto. Mas a verdade é que, ao contrário de todas as minhas expectativas, habituou-se muito bem à escola nova e vai perfeitamente para o colo da educadora sem chorar. Até acompanha os outros na sesta, coisa que, em casa, só faz a muito custo.

Está muito desenrascada no que respeita à parte motora. Gatinha muito bem e anda de um lado para o outro agarrada a tudo desde há cerca de um mês. O facto de ser destemida e aventureira já lhe valeu umas valentes quedas. Deviam era andar de capacete nesta idade.

Comer come muito bem e cheira-me que vai ser ainda mais petisqueira do que o irmão. Fica zangada quando não lhe damos a provar a nossa comida e deixa cair a chucha da boca quando sente o cheiro ou vê alguém com comida na mão.

É gira e atrevida e cheira-me que vai ter um feitio ainda mais torto do que o do irmão. Faz fitas e finge que está a chorar quando é contrariada. Mas finge com lágrimas e tudo, que evaporam no segundo em que lhe fazemos a vontade.

Enfim, é a Luísa e cada vez estou mais certa de que outro nome não lhe assentaria tão bem.

Bem, mas o desafio que eu lanço a mim própria, a um mês de a Luísa completar um ano, é vir a este blog diariamente escrever alguma coisa sobre ela e postar uma foto sua, como forma de compensar tudo o que não escrevi ao longo destes meses.

Deixo a primeira foto que foi tirada nas benditas férias que marcaram a sua transformação :)
 (tinha sido atacada pelos mosquitos)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Vamos de férias

Não sei se isto significa ter o blog ainda mais parado ou se, pelo contrário, vou ter mais disposição para vir aqui registar alguma coisa. Na verdade, na maior parte das vezes, não é a falta de tempo que motiva a ausência de posts, mas a falta de capacidade para organizar toda a informação que aqui quero registar... e acabo por desistir de cá vir.
Eles estão óptimos, com dentes a crescer, birras a acontecer, enfim, tudo normal.
A Luísa, de há algumas semanas para cá só quer andar em pé agarrada às coisas. Não gatinha, mas arrasta-se deitada ou sentada até às coisas e tira tudo das prateleiras. Já começa, inclusive a testar o estar em pé sem estar agarrada a nada, mas depressa cai com o rabo no chão. Anda numa fase muito mãe (que eu estou a adorar).
O Henrique anda numa fase complicada de desobediência. Não há nada que seja acatado à primeira, o que, numa altura em que estamos a precisar de férias, se torna complicado pois estamos mais impacientes. No fundo, acredito que é a nossa impaciência e falta de calma a gerir o dia a dia que motiva os momentos de maior tensão. Mas é um doce, tão doce sobretudo quando estamos com as atenções concentradas nele, e divirto-me imenso nos nossos momentos a dois. Está numa idade em que já faz muita companhia.
Bem, para post pré-férias, este já vai longo. Encontramo-nos um dia destes neste cantinho ou em algum cantinho dos Açores que é para onde vamos nas próximas três semanas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Henrique

O Henrique está bem e recomenda-se. Anda numa fase muito engraçada, com muitas expressões de gente crescida. Há dias fez uma asneira daquelas e eu controlei-me para não me descontrolar e passei quase uma hora a dizer "Henrique, agora ficas no teu quarto para não nos zangarmos", sem lhe olhar bem nos olhos, e ele saia e eu repetia a lengalenga. De repente, chega ao pé de mim e diz "Afinal mamã, o que é que se passa? Porque é que estás assim comigo?" Se eu não estivesse danada com ele até me tinha rido do seu ar disfarçado, mas na altura não estava para aí voltada.
Temos tido alguns episódios de birras, infelizmente, e confesso que já foi mais fácil dar-lhe a volta. Mas depois é doce e muito bem disposto.
Adora a escola. Fala muito de todos os colegas e de todas as pessoas que com ele "trabalham". Lá, sente-se em casa, e eu também... Eles são os primos, os tios e os avós que ele não tem por perto, e não podíamos ter encontrado melhor família alargada. Sei que este espaço que o ajudou a crescer vai fazer-lhe muita falta para o ano e confesso, estou ansiosa com a mudança. Mas ele é um menino sociável e vai acabar por encontrar o seu espaço no novo grupo.
Já sabe "ler" alguns dos livros de que mais gosta (decorou as histórias e gosta muito de as contar) e tem muita expressividade. Imita muito bem expressões de filmes e recria cenas. Está numa fase virada para o espectáculo e adora ter público para fazer as suas macacadas. A irmã é uma das suas fãs e ri de tudo o que ele faz (o que o deixa especialmente vaidoso).
Sei que sente falta de algum tempo só para ele com os pais e eu (nós) também sinto muito. Tenho que fazer um esforço maior para que estes momentos sejam possíveis, agora que a mana está mais crescida e já não está tão dependente de mim.
É o meu filho mais velho, lindo de morrer, e apesar de todas as birras (que me deixam com vontade sei lá do quê) tenho um orgulho enorme no menino que estou a ver crescer porque sei que é um grande menino. 

Mudanças

E a poucos dias de completar 9 meses, a Luísa iniciou o desmame. Para já, substituímos só a refeição da manhã e continua a mamar à noite, mas a ideia é terminar mais cedo ou mais tarde. Ao terceiro dia, pega bem no biberão mas não bebe os 180 ml que lhe preparo e ontem agarrou-se mesmo à maminha e eu não a contrariei. Quero que tudo aconteça devagar, sem grande stress.
Foi uma decisão muito ponderada mas ainda assim está a custar-me um pouco (grande), não só fisicamente (o corpo ainda se está a adaptar), como psicologicamente (apesar de continuar a dar à noite, sei que é o início do fim de uma fase). É como se perdesse uma das minhas funções. Mas tem que ser, para bem de todos, acho.

terça-feira, 28 de junho de 2011

8 meses de Luísa

Infelizmente não entrou nos 8 meses da melhor forma. Este fim-de-semana teve episódios de febre e anda muito rabugenta e irritada. Desde Sexta-feira que dorme (dormimos) muito mal. Baba imenso e agarra tudo o que pode para por na boca. Cheira-me a novos dentes, vamos ver.

Ontem tivemos consulta com a pediatra e, de um modo geral, estava bem. Apesar da febre nos dias anteriores, só tinha a garganta um pouco vermelha, mas nada de alarmante. Cheira-me que vamos assistir a desenvolvimentos menos positivos nos próximos dias. De resto, aumentou umas modestas 300 gr. (está com 7.900 Kg) e cresceu 1 cm (69 cm). Não há alterações a introduzir no que respeita à sua alimentação. Continua a mamar de manhã e à noite, come sopa nas duas refeições principais (uma com carne) e alterna entre papa e iogurte com fruta ao lanche.

No que respeita ao desenvolvimento a nível motor, são de registar algumas conquistas:

- Levanta-se sozinha na cama, agarrada às grades e aguenta-se nessa posição muito tempo (adora ficar de janela);

- Passa bem da posição de sentada para a de deitada e fica em posição de gatinhar, mas ainda se arrasta pouco;

- Rebola muito;

- Guincha muito quando o Henrique se chega para ao pé dela porque é quase certo que lhe vai tirar aquilo com que está a brincar;

- Como não bebe nada bem água quando está na ama, comprei ontem chá de ervas que ela aceitou muito bem;

- Come muito bem 2 a 3 conchas de sopa ao almoço e jantar, seguidas de fruta (estes últimos dias, por acaso, não foram disso exemplo)

- É uma menina muito sorridente e simpática mas quando está com sono faz umas birras de sair da frente;

- Adora bolachas (é a minha monstra das bolachas) e não pode ver sequer o pacote que fica toda desorientada;

- Palra muito e já vai desenvolvendo as suas conversas.

- É uma menina bebé doce e muito melada que adora beijinhos.

Custa muito vê-la assim num estado que não é o seu normal. Esperemos que não seja nada de especial.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Legislativas 2011

Sabe que "o Chico perdeu e o Passos Coelho ganhou". E remata-se com "às vezes perdemos".

Durante a campanha dizia que "Sócatis" era mau e sabia de cor as músicas e frases entoadas nos comícios.
Ilustrou estes dias assim:

Mesmo sem ter noção do que estava em causa, envolveu-se nos eventos a que o levámos e participou à sua maneira. 
Nós vamos continuar a fazer o nosso papel que é trazê-lo a participar naquilo em que acreditamos, mostrar-lhe que a mudança é possível e só depende de nós. Ideologias à parte, espero que daqui a uns anos se revele um cidadão activo porque é disto que a nossa sociedade precisa.