quinta-feira, 28 de abril de 2011

Saber perder

O Henrique gosta muito de jogar na Wii e o seu jogo preferido é o jogo das espadas do Wii sport resort. Nós não nos importamos que o faça com peso e medida, o problema é que ele não sabe perder. Fica irritado com os bonecos que ganham e chega mesmo a chorar de raiva. Nesse momento, pára o jogo!
O pai entretanto conversou com ele e disse-lhe que perder faz parte do jogo e que às vezes perdemos. A conversa parece ter resultado porque ontem a postura dele já foi diferente. Quando perdia repetia vezes seguidas "não faz mal, às vezes perdemos, não é? não é, mamã? às vezes perdemos (nas palavras dele é mais, pademos)." Repetia-o tantas vezes como se precisasse de se convencer daquilo e foi para a cama a repetir a frase "às vezes perdemos, não é mamã?". Fiquei orgulhosa do meu filho porque sei que custa a todos admitir esta tão grande verdade, quanto mais a um menino de 3 anos. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Luísa

Se escrevesse este post há uns dois meses atrás o seu conteúdo seria totalmente diferente. A Luísa passou de uma bebé muito chorona, berrona mesmo, daquelas que nos deixa sem saber o que fazer, para uma bebé calma, bem disposta e sorridente, quase de um dia para o outro. A verdade é que a nossa memória tem coisas fantásticas pois permite-nos esquecer coisas que nos traumatizam, permite-nos substituir memórias menos boas por outras melhores, como se se tratasse de substiruir uma versão de um documento por outra. Foi isto que me aconteceu com a Luísa. Já (quase) nem me lembro dos seus berros que a deixavam toda vermelha e ao irmão tão nervoso (coitadinho), sem saber o que fazer (nem eu sabia o que fazer, quanto mais ele).
A mudança propriamente dita aconteceu em férias. Apanhou-se de perna de fora todos os dias a toda a hora e foi começar a vê-la dormitar durante o dia (não dormia nada durante o dia e ainda hoje dorme pouco), rir constantemente para nós e senti-la tranquila e bem disposta. Adorou o mar, a piscina, o sol e acho que estes elementos mudaram para sempre a sua vida.
De resto, está crescida e desenvolvida, já a querer sentar-se. Fala imenso conosco e dá aqueles guinchos deliciosos quando não lhe prestamos atenção. Adoooraaa o irmão e ri com tudo o que ele faz, mesmo quando ele é brutinho com ela (e quem tem filhos sabe que não há coisa melhor do que vê-los juntos a brincar). Come bem, bastante bem, até. Mama de manhã, almoça papa (por enquanto), lancha leite meu que deixo na ama, janta sopa e fruta e mama antes de dormir. Quando estou com ela o dia todo não tenho regras e deixo-a mamar quando quer.
Faz uma coisa que eu pensava ser mito: dorme a noite toda, desde os dois meses. Eu juro que quando as pessoas diziam "ah, e tal, o meu filho dorme a noite toda", eu pensava "já deve ter dormido uma noite ou outra". Mas não! É, de facto, possível! A Luísa dorme a noite toda desde os dois meses e desde então foram raríssimas as noites em que acordou durante a noite. E nós ficamos completamente baralhados (e muito aborrecidos) quando isto acontece, quando na verdade ainda temos um de três anos que tem sonos muito instáveis.
A Luísa é a nossa bebé menina lá de casa, a nossa princesa que veio transformar a nossa vida como eu já não imaginava que pudesse acontecer depois de um primeiro filho.

O Henrique

O Henrique, por ser o mais velho, vai ser o primeiro de quem vou falar.
Está um miúdo giro e bem disposto, mas com um feitio cada vez mais torto. É teimoso como uma mula e responde-nos tantas vezes que não que às vezes o chamamos "Henrique não", ao que ele responde, "não é Henrique não, é só Henrique". Mas, "no privado", é o menino mais doce. Diz "tenho saudades tuas, mamã", logo de manhã, e dá-me beijos como se não nos víssemos há muito tempo. Acorda com as galinhas e entra-nos no quarto a dizer coisas do género: "dormiste bem? O henrique acodou bem disposto!"
Do alto dos seus três aninhos, já é muito autónomo, despe-se e descalça-se sozinho, mas gosta muito que o ajudem a comer (na escola já não o faz há muito). É grande e bem pesado com um metro de altura e 16 Kg que custam a carregar mas a quem não podemos negar colo porque afinal de contas não passa de um bebé, o nosso bebé mais velho. 
Estes meses foram e estão a ser complicados para ele. Passámos muito tempo sozinhos os três, o que fez com que, muitas vezes, lhe pedisse para esperar quando me pedia para brincar ou quando queria de alguma coisa, por ter a irmã a chorar ou a precisar de algo. Nos primeiros dois meses, respirava fundo antes de o ir buscar ao colégio porque sabia que até à hora do jantar, quando o pai chegava, tudo podia acontecer. O tapete da sala foi inúmeras vezes molhado por xixi porque ele escolhia precisamente a hora das mamadas para pedir para ir à casa de banho. Como sabia que eu não podia interromper o que estava a fazer dizia "mamã, vou fazer aqui!" e fazia. Ponderei muitas vezes deixar de amamentar por causa destas situações e cheguei mesmo a tirar leite de propósito para dar à Luísa em pelo menos uma das mamadas em que estava sozinha com os dois. Foi uma boa solução, ela comia mais depressa e ele não se sentia tão enciumado. 
Enfim, muitas soluções foram pensadas e postas em prática para tentar minimizar os efeitos de uma bebé em casa, mas sei que não foram suficientes. Sofreu com toda esta mudança, apesar dos nossos esforços para que isso não acontecesse. Tenho pena, por isso. Mas tenho a certeza de que hoje é imensamente feliz e, tal como nós, já não saberia viver sem a sua "mana uísa".

Não consigo resumir os últimos meses

É impossível resumir os últimos (cerca de) 5 meses. Foram tão intensos que nenhum resumo lhes seria fiel. Por outro lado, há coisas que felizmente fui esquecendo.

Foram, sem dúvida os meses mais desafiantes da minha vida. Os meses em que ri mais, em que chorei mais, em que tive a certeza de que a vida constrói-se de momentos felizes e outros menos, mas é nossa obrigação saborear os primeiros e neles encontrar forças para ultrapassar os segundos. Aprendi também (e continuo a aprender) que as relações pessoais se constroem todos os dias, com paciência, com amor, com dedicação, com respeito. Que há fases da nossa vida em que devemos abrir-nos mais aos outros, ao que eles têm para nos oferecer, para partilhar. Que todos saímos mais fortes e mais ricos quando damos e recebemos e quando nos ouvimos. Aprendi que há pessoas que estão sempre lá e de quem às vezes não nos lembramos, e pessoas que gostávamos que estivessem, mas nunca vão estar como nós queríamos. E há que aceitar ambas as situações, chama-se gerir expectativas para não nos desiludirmos.

Em relação à dupla maternidade, percebi que não tenho remédio. Procuro e sempre procurarei ser suficientemente autónoma de modo a precisar o mínimo possível da ajuda de terceiros. E isto não é um defeito, sou eu. E tenho todo o direito de ser assim, desde que não prejudique os meus filhos. E só assim me sinto segura e à altura da responsabilidade.

Este blog merece que eu regresse

Pois merece.

Porque já me permitiu viver muitas alegrias. Porque através dele descobri muitas pessoas que são amigas, apesar de nunca nos termos visto. Porque os meus filhos vão adorar conhecê-lo mais tarde, ter acesso ao registo factual dos seus primeiros anos, mas também à forma como eu, mãe, os vivi e senti.

Um único motivo me levou a deixar este espaço ao abandono durante tantos meses: não aceitar a ideia de que as pessoas próximas se servissem (muitas vezes exclusivamente) do blog para saber de nós. Por isso não é para elas que eu escrevo. É para mim, é para eles e é para todos os amigos que fizemos aqui.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O parto

Fartei-me de dizer que desta vez queria um parto programado. Não gosto muito de imprevistos sobretudo quando o Henrique esta envolvido e, neste sentido, preferia planear tudo com calma, deixar tudo organizado em casa e ir descansada ter a criança. O médico concordava, mas só a partir das 39 semanas. Quis o destino que as 38 semanas e 4 dias, numa consulta de referencia na MAC, uma medica simpática, ao tentar descolar-me a membrana, me rebentasse as aguas. E vai dai, já não pude sair dali, fiquei logo internada as 16 e picos do dia 25 Outubro. Fiquei chateada com a Sra. Dra., para não dizer outra coisa, porque para alem de não ter deixado muitas coisas organizadas, sabia que todo o processo ia ser muito mais demorado. O marido foi buscar o filho ao colégio, a mãe foi lá para case e eu instalei-me no quarto número 10. O marido trouxe o pc pois a espera adivinhava-se longa. Por volta das nove, depois de jantar, comecei a sentir as primeiras contracções. O soro milagroso veio umas duas horas depois e "bateu forte". As duas estava com 3 para 4 dedos de dilatação e as três ram-me a epidural. Fiquei no céu... Mas por pouco tempo. Antes das quatro já me contorcia novamente com dores e em 15 minutos estava a desesperar porque senti que a miúda ia mesmo sair. A equipa demorou mais tempo do que eu esperava, para mim demorou uma eternidade. As 4:32 nascia a Luisa, linda e a berrar imenso. Teve apgar 10 ao primeiro minuto.
As duas horas em que fiquei no recobro e em que ficamos os dois a admirar a nossa menina foram deliciosas. Há momentos que saboreei mais desta vez por já saber serem tão especiais, este foi um deles. Olhar para os olhos dos nossos filhos pela primeira vez, sentir-lhes o cheiro, a primeira vez que lhes damos de mamar... Aquelas duas primeiras horas são fantásticas.
No dia seguinte estava ansiosa com a chegada do Henrique. Por coincidência fiquei exactamente no mesmo quarto e na mesma cama de há dois anos atras. O Henrique chegou a dormir e deitei-o na cama. O meu bebe de há dois anos cresceu tanto tanto. Tive pela primeira vez a certeza de que já não e sim tão bebe, e um bebe-menino. Quando acordou perguntei se queria conhecer a Irma. Quando a viu soltou um "oh Luisa!", que e como quem diz "chegaste, já estas aqui!". Tudo correu melhor do que o esperado, pelo menos nos primeiros dias. No geral ressentiu-se um pouco, como seria de esperar, mas nada de anormal, acho. Mas este tema fica para outro post.
Os primeiros dias em casa foram passados a 4 como nos queríamos. Isso foi muito importante para nos. Desde aí a nossa vida tem sido uma roda viva. Confesso que não tinha previsto uma mudança tão brusca. Os meus fins de tarde, com os dois sozinha, são hilariantes. Aí vejo que tenho dois bebes. Mas nada que não se controle, contando muitas vezes ate 10. A calma e descontração que temos com um segundo filho fazem milagres na gestão das aventuras do dia a dia.
Enfim, ando de rastos mas feliz. Quer dizer, agora um pouco angustiada por ter uma bebe doente e o outro em casa. Mas também este desafio vamos ultrapassar com sucesso, mais cedo ou mais tarde. A minha menina e muito forte.

Nem sei por onde começar

Quando estamos tanto tempo sem escrever, ainda por cima numa fase destas em que a minha vida mudou tanto, e difícil saber por onde começar.
A escrita deste post afigura-se difícil, não só pelo motivo acima enunciado, mas também por estar a utilizar um daqueles brinquedos que a Apple lançou recentemente e que o marido insistiu em deixar comigo esta noite para eu ter com que me enterter.
Parece que foi preciso a minha filhota ficar doente para eu ter tempo para actualizar o blog e para falar um pouco dela e da alegria que trouxe as nossas vidas. A Luisa esta desde a passada Quarta feira internada na Estefânia com uma bronquiolite. O seu estado tem melhorado muito mas tem sido dias difíceis, como podem imaginar, por ela e pelo Henrique que não percebe muito bem porque e que a Irma e a mãe saíram de casa há uns dias e ainda não voltaram. Deste episódio não falo mais, só quando terminar, talvez. Esperamos que o fim esteja para breve.

Ps: a falta de assentos deve-se a minha inexperiência com o aparelho

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estamos cá




Estas últimas semanas têm sido alucinantes. Ando muito cansada mas imagens como estas mostram que tudo vale a pena.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Luísa, a gira!

Nasceu hoje às 4h30 com 2,950 kg. Correu tudo bem!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A minha experiência com o SNS

Factos:
- Quando há pouco mais de 5 anos alterei a minha residência e me inscrevi no Centro de Saúde a que pertenço actualmente, havia cerca de 3000 utentes sem médico de família, hoje há cerca de 7000 (de acordo com informações da fincionária da secretaria);
- Na gravidez do Henrique fui exclusivamente seguida no privado. Quando o médico me passou um atestado para ficar em casa, nos últimos 10 dias de gravidez, tive que enfrentar o caos que é ser doente sem médico e precisar de uma baixa para apresentar na Segurança Social.
- Todas as caras tortas que enfrentei na altura e todos os comentários do género "não são cá seguidas e depois vêm cá pedir as baixas" ou "eu não sou obrigada a passar baixa a uma doente que não acompanho", levaram-me a fazer a promessa de que, numa próxima gravidez, seria lá acompanhada desde a primeira consulta.
- Quando soube que estava grávida da Luísa, dirigi-me logo ao Centro de Saúde e foi-me marcada a primeira consulta para a médica que atende doentes sem médico para dali a quase 3 meses (tinha 13 semanas de gravidez).
- Tudo correu muito bem (uma consulta por mês sem atrasos, a médica fantástica, super atenciosa...) até a médica ter tido a infelicidade de partir o pé durante as suas férias em Julho.
- A minha última consulta foi no dia 2 de Agosto: fui atendida por outra médica que estava a fazer o favor de ver as análises das pacientes da colega que estava de baixa.
- Desde então não tive mais consultas, ninguém me sabe dizer quando ou se vou voltar a ser vista antes do final da gravidez porque não há médicos disponíveis; pedem-me para ligar a pedir informações, mas depois nunca têm informações novas.
Conclusão: Se não estivesse também a ser seguida no privado, estava em maus lençóis porque completo hoje 34 semanas de gravidez, sei que devo ser reencaminhada para a MAC a partir da semana 36/ 37 e não tenho a mínima ideia de quando vou voltar a ser vista por um médico daquele centro de saúde.
Eu digo que é deste tipo de incentivo à natalidade que nós precisamos, um SNS capaz de garantir uma boa assistência às grávidas.

Pedido

Alguém tem a lista de coisas a levar na mala (para a mãe e bebé) do Hospital dos Lusíadas? Ainda não sei se vou ter a menina lá ou na MAC (se a "coisa" evoluir normalmente, como do Henrique, vou para a MAC, se tiver que ser induzido, vou ter com o meu médico aos Lusíadas), mas gostava de estar preparada para as duas situações.

Este blog está meio parado ou neste momento não me apetece mostrar o que sinto a toda a gente

Fico triste por ver que esta gravidez não está a ser tão registada como a do Henrique e que mesmo em relação ao meu menino mais velho, estou a deixar passar muitos momentos importantes. Mas a verdade é que me sinto com pouca vontade de me abrir neste espaço. Ficam as fotos que falam mais do que mil palavras. (e o FB que não é tão visitado).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A falar ao telemóvel


Já tem a perícia de segurar o telefone com o ombro.

A fotografia das férias


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Visitas à MAC

Tal como aconteceu há cerca de um mês atrás, ontem fiz uma visitinha às urgências da MAC. Barriga muito dura e dorida, sobretudo no fundo e um desconforto grande, desde há dois dias, levaram-me a decidir passar lá depois do trabalho para ver se estava tudo bem. O CTG acusou contracções, tal como já tinha acontecido em Agosto mas, de resto, tudo ok. Tenho que descansar mais depois do trabalho e evitar fazer esforços.
No meio disto tudo, o meu maior stress era ver as horas a passar e saber que a creche do Henrique fechava às seis. Como sempre, só tenho a agradecer às pessoas daquela instituição. Uma pessoa prontificou-se para ficar com ele até às seis e meia e eu saí da MAC a correr às seis e vinte, apanhei um taxi (3,5 euros de táxi, acho que o taxista só não recusou a viagem por eu estar grávida) e cheguei lá mesmo a horas. Muito obrigada sempre!
Antes de sair da MAC ainda tive a felicidade de ver uma bebé não recém nascida, mas acabada de nascer. Ainda tinha a pele um pouco sujinha. Linda, linda, moreninha. Deve ter nascido de cesariana e a enfermeira trouxe-a para o pai a conhecer. Claro que não pude deixar de pensar na minha Luísa que vou conhecer daqui a mais ou menos um mês.
Foi um dia cheio de emoções, algum stress mas que me deixa esta imagem na cabeça de uma recém nascida linda, como todas, que eu não sei quem é mas a quem desejo as maiores felicidades do mundo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Hora de acordar

Hoje acordava às seis e meia da manhã com o Henrique a gritar "Mamãaa, o sol já acordou!!!".
E assim se começa o dia, bem pela fresquinha :))

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Curtas dele

Quando está no supermercado ou numa loja, passa à frente de quem estiver para pagar, levando alguma coisa na mão e diz ao caixa: "Xenhô, poxo pagar?" E repete a mesma conversa até ser ouvido.


Gosta muito de contar. Conta até 13 muito explicadinho: "xinco, xeis, xete, ôto, nuobe.... onxe..."


Quando me zango com ele sai-se com um "oh mamã.... goto muito de ti!" Safado, tenta dar a volta à situação com mimos e beijos (e tão difícil que é manter uma cara séria)


Anda agora com a mania de responder "xim, tabém" quando lhe pedimos para fazer alguma coisa. Ou isso ou "Não quéio!!", e aqui é mais difícil dar-lhe a volta.

Deste mês de ausência

As férias nos Açores passaram depressa. Foi muito bom rever amigos e o tempo foi muito pouco para matar todas as saudades dos grandes e dos pequeninos cujo crescimento, com grande pena minha, não acompanho.
O Henrique esteve muito bem, adorou o convívio com a família paterna e sobretudo com os primos. Foram muitos mergulhos e muitas gargalhadas que ele traz bem guardados e que recorda diariamente.
Quando regressámos, ainda fiquei mais uma semana com ele em casa porque o colégio só reabriu a 6 de Setembro. Foi uma semana tranquila, nostálgica, de certa forma, porque senti que estava a chegar ao fim o mês inteirinho que passei com meu filho. E há quanto tempo não passávamos tanto tempo juntos.
O regresso à escola foi pacífico. Estava com saudades de todos e distribuiu abraços e beijos como gente grande. Quando chegou, foi ter à antiga sala, mas quando dissémos que já não era a sala dele, foi para a outra e depressa se ambientou. Tem outro tipo de brinquedos, mais brinquedos de "faz de conta" e ele, que adora recriar histórias e inventar situações, encaixou-se lá perfeitamente. Tem ficado bem todos os dias, felizmente.
Entretanto, Segunda-feira fomos à pediatra para uma consulta de início de ano lectivo e comprovámos aquilo de que já suspeitávamos: nestes últimos 5 meses aumentou 4 cm e quase 1,5 Kg. Está bem e recomenda-se, portanto. De resto, tudo normal. Fala bastante e já consegue estabelecer pequenos diálogos connosco, repete tudo o que dizemos. O desfralde diurno está concluído, apesar de ainda termos deslizes, o nocturno não me parece que seja para já, não vou avançar para aí neste momento. Falei à pediatra do feitio torto dele e da "convicção" com que manifesta as suas vontades. Disse-me o que eu já sei, a conversa é o melhor remédio e os limites estabelecem-se já pois mais tarde a tarefa pode complicar-se. Quanto às implicações da chegada da mana, frisou a questão de ser muito importante dedicar-lhe todo o tempo disponível e, de certa forma, pô-lo a ele em primeiro lugar, uma vez que, pelo menos nos primeiros tempos, as necessidades da bébe se resumirem a barriga cheia, fralda limpa e pouco mais. Procurar estar o mais disponível possível para ele, quando ele chegar a casa do colégio, quando estiver em casa de licença.
Por agora é tudo, as notícias da gravidez guardo-as para amanhã, quando vier comemorar mais uma semana de Luísa embutida.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

28 semanas

Estamos bem, de baixa esta semana porque a tensão estava muito baixinha (8.7-7) e, apesar de esta noite ter sido mais fresca do que as anteriores, foi, para mim, a pior desta semana. Estou acordada desde as 5 porque a menina Luísa andou em alta festa esta noite cá dentro. Ontem deitei-me com a barriga toda dorida, como se tivesse andado a fazer exercício e durante a noite ela não parou de andar às voltas. Se a sensação de barriga dorida não passar logo vou às urgências da MAC porque não quero ir de férias sem saber como ela está (sim, no Sábado já voamos paa os Açores onde vamos estar durante duas semanas :)))

Curtas

Pergunta-lhe o Sr. do Talho "Gostas de Chicha?"
Responde ele "Não, Cane!"