de um novo bebé a crescer dentro de mim.
Esta gravidez tem sido muito diferente da anterior. Apesar da situação do descolamento de placenta no início da gravidez me ter deixado muito receosa (na eco das 12 semanas, já não estava visível), há uma grande diferença na forma como vivo as diferentes fases desta gravidez e na maior segurança que tenho em relação a algumas coisas. Por exemplo, desta vez tenho a certeza que já senti o bébé (com o Henrique só tive a certeza por volta das 19 semanas), estou mais tranquila quanto ao que posso e não posso comer, no fundo, mais confiante de que o meu filho está seguro dentro de mim e que o melhor que lhe posso transmitir é a minha serenidade. Lembro-me menos vezes de que estou grávida, e acho isto positivo. Sei que vai soar mal o que vou dizer, mas preocupo-me mais (ou a minha cabeça ocupa-se mais) com o Henrique do que com o seu irmão mais novo, sinto que ele precisa mais de mim. As coisas estão a acontecer mais naturalmente, de uma forma mais harmoniosa, não estou a viver semana a semana, como da outra vez, e isto é muito positivo.
Penso também muito na forma como o Henrique vai reagir a um irmão mais novo. O Henrique, do meu lado, é neto único e sobrinho único. Adora a minha irmã e o meu cunhado (tios e padrinhos) e eles adoram-no, como é natural e tratam-no como se fosse o seu próprio filho (sente-se na casa deles, como na sua). Agora, não só vai deixar de ser filho e neto único, como também sobrinho único, pois a minha irmã também está grávida de menos 10 dias do que eu. Ou seja, Os meses de Outubro e Novembro vão ser meses de grandes mudanças na vida do meu menino. Apesar de ter adorado ser mãe na Primavera, planeámos esta gravidez para depois do início do ano lectivo por pensarmos que iria ser uma altura em que o Henrique já estaria de volta à sua rotina o que me ia permitir dar ao bébé todo o tempo de que irá necessitar, em exclusivo, sem que o Henrique se sinta privado desse mesmo tempo. Achei que se coincidisse com o Verão, eventualmente íamos ter que privar o Henrique de algumas idas à praia, íamos ter que o sujeitar a outros horários. Assim, acho que será mais fácil conciliar as rotinas dos dois. Contudo, não há receitas milagrosas e sei que não vou conseguir evitar que ele se sinta, por momentos, mais à parte. Até já pensei nos primeiros dias depois do meu regresso a casa com o novo bébé. Com o Henrique, felizmente tivemos a compreensão de toda a família e amigos que nos deixaram passar os primeiros dias a três, só a três. E sei que nada podia ter sido melhor para nos começarmos a conhecer enquanto família. Agora quero que seja assim, novamente. Vou estar dois ou três dias fora, se tudo correr bem e penso que as visitas nos primeiros dias vão não só interferir com alguns momentos muito íntimos, nossos, como podem fazer com que o Henrique se sinta mais à parte (sou parva, mas já imaginei as pessoas a chegar e a querer ver o bébé mais pequenino, logo, deixando o bébé maior para depois, quando, na verdade, é o bébé maior que requer mais atenção). Enfim, se calhar ando a pensar de mais nisto e depois na altura não vai ser nada assim. Mas a verdade é que esta é a minha maior preocupação. Confesso.
Isto tudo para dizer que sou uma mãe de (quase) dois muito feliz e apesar de ser uma grávida diferente, não deixo de ter as minhas parvoices de grávida.