sexta-feira, 23 de abril de 2010

Balde de Água Fria

Ontem quando fui buscar o Henrique ao colégio a directora disse que tinha uma notícia muito chata para me dar. Tinha estado de manhã numa reunião da Santa Casa da Misericórdia e as regras para admissão de bebés tinham sido alteradas. Resumindo, passam a ter que admitir quase exclusivamente crianças em situação de risco e crianças em situação de extrema carência económica. Ou seja, se ela tiver bebés na lista de inscritos numa destas situações (que infelizmente são muito frequentes), tem que lhes dar prioridade, ficando para último os bébés que residem na freguesia e/ ou têm irmãos naquele estabelecimento (que seria o nosso caso), entre outros. Em resumo, com imensa pena dela, que sei que nutre por nós um grande carinho, não nos pode garantir vaga e sugeriu desde logo que procurássemos outras alternativas.
Fiquei triste e chateada por várias razões. Em primeiro lugar, porque não sei se vou encontrar outro lugar que me deixe tão confortável para deixar o meu bebé. A nossa experiência com aquelas pessoas que têm sido responsáveis pela educação do Henrique na nossa ausência é a melhor possível e nós sabemos que ele adora aquele espaço e se sente lá muito feliz. Por outro lado, não concordo com estas regras que resultam, de certa forma, numa sectarização das crianças. É a lógica dos bairros sociais que quase pretendem isolar no mesmo espaço as pessoas com situações sociais problemáticas. Optámos por inscrever o Henrique numa IPSS, entre outros motivos, porque qualquer um de nós foi educado em escolas públicas e beneficiámos da partilha de experiências com amigos cujas realidades eram bastante diversas das nossas. Achamos que os nossos filhos só têm a ganhar com isso e vamos procurar que, tendo sempre em atenção a qualidade do ensino e dos projectos educativos, naturalmente, os seus estabelecimentos de ensino possam responder a este requisito. Sei que há outros estabelecimentos que se encaixam neste perfil, mas foi ali que nos iniciámos no munso das creches e jardins de infância e correu tudo tão bem que eu tenho medo e pena da mudança que muito provavelmente terá que acontecer.
O futuro o dirá.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Aprendeu com os macacos

Hoje estavamos prontos para sair de casa, de manhã, e fomos dar com o Henrique sentado na sala a comer uma banana. Quem lha deu, quem lha descascou? Foi ele que a foi buscar ao saco onde eu tinha o almoço para trazer para o trabalho e que a descascou sozinho. Só pode ter aprendido com os macaquinhos do zôo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vê-se logo que são irmãos



À esquerda, o Henrique, com cerca de 12 semanas. À direita @ man@.

A primeira foto do embutido

Notícias

Tenho andado muito afastada deste espaço. A verdade é que tenho tido imensas coisas para contar e não tenho tido vagar para o fazer. A começar pelo aniversário do Henrique que está um homem grande, com dois anos e lindo de morrer (eu sou mãe, posso dizer isto acerca do meu filho...). O dia do seu aniversário foi passado essencialmente a três (pai, mãe e aniversariante) e só ao fim da tarde tivemos a compenhia dos tios que nos ajudaram a comer um delicioso bolo do Madagáscar. Fomos passar o dia ao jardim zoológico e acho que a escolha não podia ter sido melhor. O Henrique adora animais e andou doido com os leões, girafas e pinguins (entre outros do Madagáscar). Passou o tempo a chamar o leão, dizia "leão, onde estás?" ou "pinguins, onde estão?" Enfim, o tempo ajudou e nós adorámos o dia. Depois faço um post só com fotos.
Em relação ao rebento mais novo, está prestes a completar as doze semanas (na próxima Quinta-feira) e, por esse motivo, hoje fomos fazer a eco do primeiro trimestre. Está tudo bem e recomenda-se. Medidas todas dentro do normal, braços, mãos, pernas, pés visualizados. O coração batia bem forte, como se quer. A placenta está ok, já não há sinais de descolamento, o que me deixou imensamente tranquila. A verdade é que esta situação do descolamento me deixou um bocado em baixo e muito receosa. Em nenhuma das fases da gravidez do Henrique eu me senti assim. O não poder fazer a minha vida normal, não poder pegar no Henrique ao colo quando ele me pedia foi horrível. Hoje já volto a ser eu a ir buscá-lo ao colégio.
Tenho que começar a saborear esta gravidez como ela merece ser saboreada (apesar dos imensos enjôos e das dores de cabeça fortes que também são para mim uma novidade), sem medos. Afinal, eu não me considero uma pessoa ansiosa, pelo contrário, costumo ser bastante descontraída. Tenho que dizer isto a mim própria sempre que me passarem coisas parvas pela cabeça.
Por agora é tudo, volto com montes de fotos para ilustrar o nosso último mês.